É a tentativa frustrada de afogar uma dor à qual nunca foi dado o oxigénio.
Sempre respirou do pó presente nas prateleiras infinitas do tempo...prateleiras escritas de linhas passadas, linhas que tentam viver o presente e linhas que se esforçam por esquecer o futuro. Nunca conheceu outro respirar se não o inspirar, esta dor!
Inspira até não caber mais em si e só agora expirou... Expirou o tempo, expirou a vontade, expirou o sofrido peso das palavras nas prateleiras do medo. Expirou, passou de validade.
Não é mais válida para ti, continua válida para mim...Continua. Contínua dor pilar de sofrimento, és pilar de um armário, és o pilar do meu coração. Fechado, perdeu a chave do armário...ou esconde-a entre toda a água corrida pelas lágrimas que choro, na tentativa falhada de esconder o sofrimento. Porque pior do que esconder o sofrimento, é não poder sofrer.
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