sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Passou uma hora

Passou uma hora...
Passaram duas, três...
Até que tu não chegaste...
Não és D.Sebastião. E hoje não está nevoeiro...
Então porque não voltaste?
Foi a passagem que perdeste? Comboio que deixaste partir? Ou as tuas pernas pesam tanto que não te permitem caminhar?
Pesam...calcaste os charcos de lágrimas por mim chorados.
Calcaste-os e nem o teu reflexo neles conseguiste ver!
Eram lágrimas que me afogavam o coração,
Impediram-no, por horas, muitas horas, de bater livremente...Prendiam-lhe as sístoles, diástoles e suspiros inocentes de saírem livremente do meu peito!
Todos os batimentos que o meu coração faz, sístoles, diástoles, suspiros e gemidos, não são mais do que uma tentativa desenfreada e frustrada de te expulsarem de mim!
Inspiro, expiro, gemo e suspiro sempre que o sinto e oiço e, finjo não contar as horas que faltam para te ver, de novo partir.