quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Para quê lamentações!

Entraste pela porta, não a principal, mas a que dá acesso ao muro das lamentações.
Todos se lamentam! Lamentam-se por nunca terem tocado tal muro..será que de facto têm alguma coisa a lamentar?
Eu lamento. Lamento que, de cada vez que entras e sais por essa porta, me trazes desassossego ao mesmo tempo que me deixas com a sensação de apego.
Lamento não lamentar por ti.
Se assim fosse...mágoas não as teria! Ao fim ao cabo, nada tenho. Cada vez que sais por essa porta levas toda e qualquer possível lamentação minha.
Levas tudo o que tenho.
Para quê lamentações!
Encontrei-me em frente ao mar...
Senti-me...Senti-nos..Vou fugir do que me prende aqui.
Vamos desacorrentar-nos!
Fugir do que é nosso...fugir de mim, fugir de nós!
Sabes que me encontro quando de ti tento desencontrar-me...
Conheces o mar no qual me mergulho, conheces-me todas as façanhas!
Então? Porque não me escreves versos em perfeitas medidas poeticas?
Não atiras rosas ao mar. Sabes que assim não me alegras mas conquistas..
Já eu, conheço as tuas mãnhas..Encontra-me!
Encontrei-nos, no mar.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Palavras dadas

Não quero palavras dadas, daquelas que ouvi nalgum lugar..nunca as senti!
Busco outras que não me tragam mágoas...não me fites com esse olhar!!
Não olhes mais além, não procures a estrela que te guia nesse mar de desalento..não quero que qualquer constelação se apodere do verde que há nos teus olhos.
Não me sentes...se mo dizes, então mentes!
Mas,tens olhos da cor do mar...
Não, não, não..! Renego o que me está inscrito no coração. Renego-me. Renego-te.