Sorteia-se a sorte na roda dos insensíveis. Saiu-me a senha nº 13 com acesso ao poço de lamuria de quem procura desesperadamente a glória de outros dias. Era dourada de Elizabeth. Sol nascente de quem o vê pela primeira vez. Alegria dos que tocam na neve e nada mais necessitam para se sentirem aconchegados no seu caloroso momento de felicidade.
Tudo se procura no poço e nada se encontra. Pobre, nem de água se alimenta para chorar as suas lágrimas disfarçadas pela máscara do conformismo.
É uma solidão disfarçada de quem quer sentir mais. De quem se tinha esquecido e que por momentos, se recordou do que é arriscar na sua insensibilidade.
Nada ou nada. A imparcialidade dita as regras do jogo. O tudo não assiste às regras. Chegada a hora do resultado, todos perdemos.