sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Amar-te é como fazer um pacto com o Diabo

Tocam os sinos na hora da tua chegada....essa hora de neve revolta no vento que corre para te abraçar...
Um momento. Gritam agora por ti os sinos ao repararem que não largaste o comboio que passou nesse mesmo momento. Choram batidas por essa viagem sem regresso. Escorrega no gelo o meu corpo pálido e petrificado quando ao tentar alcançar o comboio, sucumbiu.
Correr por esse comboio é correr contra mim. Negar tudo aquilo que já estava escrito no meu percurso meticulosamente desenhado. É a soma de todos os números ser igual a 0.
Sonhar que ninguém nos vê. Sonhar que te sinto respirar a meu lado enquanto sufoco por não poder tocar na tua alma e te beijar com todas as palavras que tenho para te dizer.
Palavras que não sei se algum dia serão ditas. Se algum dia vais deixar-te escutá-las. Palavras que se sentem oprimidas, como se maldosas se tratassem. Podem ser estas as palavras que não queiras ouvir...serão elas inquiridas? Terão o teu julgamento final?
Estrangulo a dor que é tê-las presas na garganta.
No fundo, amar-te é como fazer um pacto com o Diabo. Quero pactuar e, se isso significa o fim, então já morri de amores por ti. São estas as palavras que tenho para te dizer!


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