Assim ficamos. Parados. O olhar fixou o horizonte e dele não se quer desprender. Tentamos ver para além dele mas parece que, mais uma vez, esta é a barreira maquilhada por mim. Uso do blush para me sentir corar perante ti e abuso do brilho nos lábios para que te fixes nestes em vez do opaco dos meus olhos quando para o horizonte olho.
Não que não me queira desprender de toda esta tela e pintar uma nova. Mas são estes os tons a que estou acostumada quando me vejo ao espelho. Por vezes sou aguarela, outras vezes óleo mas nunca uma tela por maquilhar.
Talvez não sejas tu o pintor ideal e por essa razão talvez não consigas captar "a minha essência".Jasmim. Quero sentir-me uma tela fresca, recém-criada e sem nenhum risco na moldura. Pinta-me o cabelo da cor do vento, ondulado, enquanto dança livremente ao ritmo deste...Pinta-me os olhos pretos de azeitona e desse mesmo azeite, dá-lhes o brilho que procuram no horizonte... Os lábios pinta-os da cor dos teus... saboreia o jasmim e do abraço consagrado cria a moldura. Sem riscos, ficamos, parados e sublimados perante a nossa tela.
domingo, 25 de setembro de 2011
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