Àquele que, mesmo de lábios cerrados tudo diz e, beija as minhas orquestradas palavras de tão bem querer.
Àquele que, mesmo quando nas minhas lágrimas não consegue tocar, absorve-as com o seu olhar.
Àquele que abre os braços para me "recriminar" pelo seu amor...
É aquele que faz o seu sorriso percorrer kilómetros e ao chegar a mim, despir-me da racionalidade trajada.
É com esse sorriso em mente que me levanto e volto a deitar, ansiando o passar de mais uma breve noite e um longo dia...
Recordo e anseio todos os momentos em silêncio, nunca vão, que partilhamos. Eu mergulhada nos teus olhos cor de mar e tu dos meus negros de azeitona, bebendo deles o azeite que por ti choram, antes de mais uma partida.
Antes de mais uma partida, há sempre uma chegada e, para nós é essa a derradeira loucura da nossa alma e corpo.
Loucos, sim. Porque és navegante sem carta e eu o mar e, tal como o vento te guia, eu por ele me deixo acariciar.
Pelo quebrar das ondas consegues escutar a galopante saudade do meu coração. Não tenhas medo de navegar, eu sou mar e o nosso porto vamos alcançar.
domingo, 20 de maio de 2012
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