Café Natalício.
Assim, em apenas duas palavras podia definir a minha última experiência urbana e, ficava tudo dito! Poupava mais alguns minutos de escrita e de pesamento crítico. Sim, "no poupar está o ganho"- já diziam os tetra-avozinhos e com toda a razão!! E porquê? Porque a partir de Janeiro de 2011 sobe o IVA (ainda mais) e as telecomunicações/internet vão ficar mais caras, o que, consequentemente, vai reduzir (ainda mais) o meu número de visitas a este blog e também da mesma forma, o número de textos publicados, textos esses que, para uns são uma necessidade e para outros uma infelicidade. Para mim, passarão a ser um acaso.
Acaso, digo-o, porque vou passar a escrever em papel e deixar isto do blog, assim também poupo alguns tostões. Pensando melhor, o melhor é mesmo não me aplicar na minha expressão manograficamente crítica..já agora poupo em papel e canetas. O objectivo é mesmo não ter sentido crítico e não me questionar do "porquê" da subida do IVA =) (sorriso cínico)
Falando agora do café natalício, assim só pelo nome pensamos que é um café que se realiza no dia de natal...Estão enganados! O café natalício realiza-se mesmo no período compreendido entre uns dias depois de eu ter recebido a mensagem para comparecer nesse invento e outros dias antes do dia de Natal! De acordo com a mensagem recebida, este café natalício é o invento mais glamuroso do ano. Glamoroso porquê?
Não é glamuroso porque nos juntamos num café chique onde se houve um bom jazz e se come doces de faca e garfo, NÃOO! É um invento glamuroso porque, tasqueiros se juntam num café chique (onde não se fala, sussurra-se), e fazem grande BAS-QUEI-RO!
Ora, enquanto fazíamos o pedido, dissemos:
" 2 crepes de chocolate, um com uma bola straciatella e outro com bola de chocolate e, um waffle de chocolate com bola de straciatella". O jovem funcionário repetiu: "ok, então são 2 crepes de chocolate com bola straciatella e um crepe com bola de chocolate pra menina". Foi-se embora. A menina era eu.
AMIGOS TASQUEIROS: "Tu não pediste Waffle?"
TASQUEIRA SEMI-CHIQUE:" Pedi...!"
AMIGOS TASQUEIROS: "Então vai lá dizer-lhe porque ele vai trazer crepe!!"
TASQUEIRA SEMI-CHIQUE:" QUE SA FODA!"
Pois bem, saiu-me um "que sa foda!" um tom ou dois acima do sussurro, sentido, simpático e despreocupado. Um "que sa foda!" de quem está bem com a vida e lhe apetece alguma coisa doce para a sobremesa. Um "que sa foda!" desimpedido de preconceitos e alegre. Foi um "que sa foda!" que fez soltar gargalhadas e fez eco entre os restantes tasqueiros. No entanto, foi um "que sa foda!" infeliz,não por ter sido dito mas sim por não ter sido realizado porque, 5 minutos depois:
JOVEM FUNCIONÁRIO: "menina, era waffle ou crepe?"
Por isso, caros leitores, da mesma forma que tanto me fazia comer um waffle ou um crepe, também tanto me faz que vocês leiam este blog ou não. Portanto, para todos vós desejo um glamuroso "QUE SA FODA!".
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Dia de Natal
25 de Dezembro. São quase 3 da manhã.
No quentinho do meu leito tento adormecer e, não consigo. Parece-me razão suficiente para escrever uma carta ao Pai Natal.
"Querido Pai Natal, onde estás? Gostava de falar contigo pessoalmente. Não, não pares já de ler esta carta:) Não vou reclamar os presentes de Natal! (SUSPENSE)
Simplesmente quero saber onde está o espírito natalício porque acho que o sequestraste. Acredito, verdadeiramente, que está contigo barricado em algum club nocturno. Será naquele até famoso, perto daqui de casa? SIM, DEVE SER, PORQUE SÃO 3 DA MANHÃ, É MADRUGADA DO DIA DE NATAL E OIÇO MÚSICA, ALIÁS, OIÇO UM "PUNTZ-pUNTZ" QUE NADA SE PARECE COM AS TUAS QUERIDAS E CALMINHAS MÚSICAS NATALÍCIAS.
Portanto peço-te, educadamente, que leves o teu esqueleto de volta para a Lapónia. Já não tens idade para a festarola e depois ficas a queixar-te das cruzes e da ciática. É à custa deste espírito pouco natalício que tu fazes refém, que o MENINO JESUS não se faz homem. Desde que me conheço que é sempre Menino, nunca foi jovem e, se isto continuar assim, homem também não se vai fazer.
Sendo assim, chama o Rudolfo e companhia e, ATÉ PARA O ANO!
P.S. No dia de Natal recebi uma mensagem que dizia que o Pai Natal era o Papá e a Mamã. Quem mandou foi a WIKILEAKS. É verdade?
Com carinho, Marlene"
No quentinho do meu leito tento adormecer e, não consigo. Parece-me razão suficiente para escrever uma carta ao Pai Natal.
"Querido Pai Natal, onde estás? Gostava de falar contigo pessoalmente. Não, não pares já de ler esta carta:) Não vou reclamar os presentes de Natal! (SUSPENSE)
Simplesmente quero saber onde está o espírito natalício porque acho que o sequestraste. Acredito, verdadeiramente, que está contigo barricado em algum club nocturno. Será naquele até famoso, perto daqui de casa? SIM, DEVE SER, PORQUE SÃO 3 DA MANHÃ, É MADRUGADA DO DIA DE NATAL E OIÇO MÚSICA, ALIÁS, OIÇO UM "PUNTZ-pUNTZ" QUE NADA SE PARECE COM AS TUAS QUERIDAS E CALMINHAS MÚSICAS NATALÍCIAS.
Portanto peço-te, educadamente, que leves o teu esqueleto de volta para a Lapónia. Já não tens idade para a festarola e depois ficas a queixar-te das cruzes e da ciática. É à custa deste espírito pouco natalício que tu fazes refém, que o MENINO JESUS não se faz homem. Desde que me conheço que é sempre Menino, nunca foi jovem e, se isto continuar assim, homem também não se vai fazer.
Sendo assim, chama o Rudolfo e companhia e, ATÉ PARA O ANO!
P.S. No dia de Natal recebi uma mensagem que dizia que o Pai Natal era o Papá e a Mamã. Quem mandou foi a WIKILEAKS. É verdade?
Com carinho, Marlene"
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Passou uma hora
Passou uma hora...
Passaram duas, três...
Até que tu não chegaste...
Não és D.Sebastião. E hoje não está nevoeiro...
Então porque não voltaste?
Foi a passagem que perdeste? Comboio que deixaste partir? Ou as tuas pernas pesam tanto que não te permitem caminhar?
Pesam...calcaste os charcos de lágrimas por mim chorados.
Calcaste-os e nem o teu reflexo neles conseguiste ver!
Eram lágrimas que me afogavam o coração,
Impediram-no, por horas, muitas horas, de bater livremente...Prendiam-lhe as sístoles, diástoles e suspiros inocentes de saírem livremente do meu peito!
Todos os batimentos que o meu coração faz, sístoles, diástoles, suspiros e gemidos, não são mais do que uma tentativa desenfreada e frustrada de te expulsarem de mim!
Inspiro, expiro, gemo e suspiro sempre que o sinto e oiço e, finjo não contar as horas que faltam para te ver, de novo partir.
Passaram duas, três...
Até que tu não chegaste...
Não és D.Sebastião. E hoje não está nevoeiro...
Então porque não voltaste?
Foi a passagem que perdeste? Comboio que deixaste partir? Ou as tuas pernas pesam tanto que não te permitem caminhar?
Pesam...calcaste os charcos de lágrimas por mim chorados.
Calcaste-os e nem o teu reflexo neles conseguiste ver!
Eram lágrimas que me afogavam o coração,
Impediram-no, por horas, muitas horas, de bater livremente...Prendiam-lhe as sístoles, diástoles e suspiros inocentes de saírem livremente do meu peito!
Todos os batimentos que o meu coração faz, sístoles, diástoles, suspiros e gemidos, não são mais do que uma tentativa desenfreada e frustrada de te expulsarem de mim!
Inspiro, expiro, gemo e suspiro sempre que o sinto e oiço e, finjo não contar as horas que faltam para te ver, de novo partir.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Para quê lamentações!
Entraste pela porta, não a principal, mas a que dá acesso ao muro das lamentações.
Todos se lamentam! Lamentam-se por nunca terem tocado tal muro..será que de facto têm alguma coisa a lamentar?
Eu lamento. Lamento que, de cada vez que entras e sais por essa porta, me trazes desassossego ao mesmo tempo que me deixas com a sensação de apego.
Lamento não lamentar por ti.
Se assim fosse...mágoas não as teria! Ao fim ao cabo, nada tenho. Cada vez que sais por essa porta levas toda e qualquer possível lamentação minha.
Levas tudo o que tenho.
Para quê lamentações!
Todos se lamentam! Lamentam-se por nunca terem tocado tal muro..será que de facto têm alguma coisa a lamentar?
Eu lamento. Lamento que, de cada vez que entras e sais por essa porta, me trazes desassossego ao mesmo tempo que me deixas com a sensação de apego.
Lamento não lamentar por ti.
Se assim fosse...mágoas não as teria! Ao fim ao cabo, nada tenho. Cada vez que sais por essa porta levas toda e qualquer possível lamentação minha.
Levas tudo o que tenho.
Para quê lamentações!
Encontrei-me em frente ao mar...
Senti-me...Senti-nos..Vou fugir do que me prende aqui.
Vamos desacorrentar-nos!
Fugir do que é nosso...fugir de mim, fugir de nós!
Sabes que me encontro quando de ti tento desencontrar-me...
Conheces o mar no qual me mergulho, conheces-me todas as façanhas!
Então? Porque não me escreves versos em perfeitas medidas poeticas?
Não atiras rosas ao mar. Sabes que assim não me alegras mas conquistas..
Já eu, conheço as tuas mãnhas..Encontra-me!
Encontrei-nos, no mar.
Senti-me...Senti-nos..Vou fugir do que me prende aqui.
Vamos desacorrentar-nos!
Fugir do que é nosso...fugir de mim, fugir de nós!
Sabes que me encontro quando de ti tento desencontrar-me...
Conheces o mar no qual me mergulho, conheces-me todas as façanhas!
Então? Porque não me escreves versos em perfeitas medidas poeticas?
Não atiras rosas ao mar. Sabes que assim não me alegras mas conquistas..
Já eu, conheço as tuas mãnhas..Encontra-me!
Encontrei-nos, no mar.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Palavras dadas
Não quero palavras dadas, daquelas que ouvi nalgum lugar..nunca as senti!
Busco outras que não me tragam mágoas...não me fites com esse olhar!!
Não olhes mais além, não procures a estrela que te guia nesse mar de desalento..não quero que qualquer constelação se apodere do verde que há nos teus olhos.
Não me sentes...se mo dizes, então mentes!
Mas,tens olhos da cor do mar...
Não, não, não..! Renego o que me está inscrito no coração. Renego-me. Renego-te.
Busco outras que não me tragam mágoas...não me fites com esse olhar!!
Não olhes mais além, não procures a estrela que te guia nesse mar de desalento..não quero que qualquer constelação se apodere do verde que há nos teus olhos.
Não me sentes...se mo dizes, então mentes!
Mas,tens olhos da cor do mar...
Não, não, não..! Renego o que me está inscrito no coração. Renego-me. Renego-te.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Escreve
Escreve...
posso escrever-te sobre sandes de atum, wrap, waffle...
Vou demorar um bocado...procuro inspiração!
Procuro algo inexplorado, que nunca vi ou cheirei!
Esqueço os dias de sol, os dias no parque de caderno e caneta na mão, quero uma nova sensação..
Posso dar muito mais..pó que se solta dos círculos por mim desenhados no chão enquanto a procuro, a inspiração!
Solta-se um gemido enquanto me descubro, não a encontro..mas tenho mais certeza agora do que antes.
Vai voltar, já oiço o eco de solidão abafada.
Moro na cidade, cercada de igrejas e santuários, interrompidos por alcatrão e pensamentos pouco ortodoxos. O desejo de a encontrar a todo custo.
Encontra-me. Escreve-me.
posso escrever-te sobre sandes de atum, wrap, waffle...
Vou demorar um bocado...procuro inspiração!
Procuro algo inexplorado, que nunca vi ou cheirei!
Esqueço os dias de sol, os dias no parque de caderno e caneta na mão, quero uma nova sensação..
Posso dar muito mais..pó que se solta dos círculos por mim desenhados no chão enquanto a procuro, a inspiração!
Solta-se um gemido enquanto me descubro, não a encontro..mas tenho mais certeza agora do que antes.
Vai voltar, já oiço o eco de solidão abafada.
Moro na cidade, cercada de igrejas e santuários, interrompidos por alcatrão e pensamentos pouco ortodoxos. O desejo de a encontrar a todo custo.
Encontra-me. Escreve-me.
terça-feira, 20 de julho de 2010
tudo
Poderia ter sido melhor?
Foi cristal, ar que respirei...
Abrigo para onde olhei.
Escondi o incandescente apagão...
Sinto-o melhor, respiro e deixo-me suspirar de luzes acesas.
Não podia ter sido melhor.
Foi cristal, ar que respirei...
Abrigo para onde olhei.
Escondi o incandescente apagão...
Sinto-o melhor, respiro e deixo-me suspirar de luzes acesas.
Não podia ter sido melhor.
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